Elcio Carvalho: o advogado que foi paciente antes de ser especialista em Direito da Saúde.
Esta é a história de por que eu faço o que faço. Leia antes de qualquer coisa.
Você provavelmente chegou aqui depois de ler um artigo sobre algum direito que o sistema tentou te negar. Ou chegou com uma negativa nas mãos e precisava entender o que fazer. De qualquer forma, chegou.
Antes de continuar lendo qualquer coisa neste portal, eu quero te contar como ele nasceu. Não como missão de empresa, não como propósito de marca. Como história de vida.
Porque tudo que você vai encontrar aqui começou com uma cirurgia que eu precisava fazer e que o meu plano de saúde se recusou a autorizar. Por 17 dias.
Março de 2015. Eu estava internado, com as duas pernas quebradas, esperando uma autorização que não vinha.
Eu tinha 23 anos, acabava de comprar uma moto nova. Voltando pra casa numa noite de março, um carro cruzou na minha frente. Cai. A moto deu perda total. A perna direita: fratura na tíbia. A esquerda: fratura no pé. Na ambulância, eu já sabia que precisava de cirurgia.
O médico pediu uma haste de titânio intramedular. É a cirurgia padrão para esse tipo de fratura, a mesma técnica do Anderson Silva. Simples, bem documentada, amplamente coberta por planos de saúde.
O plano disse que precisava "analisar."
Um dia. Dois. Cinco. Uma semana. Dez dias.
Eu estava acamado, fazendo todas as necessidades no leito, tomando banho no leito. Minha mãe dormia toda noite num sofá de acompanhante porque ela não conseguia ir embora me deixando sozinho. Visitantes vinham e iam. A dor fisica dava pra suportar.
A impotência de não saber quando ia terminar era pior.
No décimo sétimo dia, eu fiz o que qualquer advogado deveria ter feito no primeiro dia: redigia uma petição no leito do hospital pedindo tutela de urgência para que o plano autorizasse a cirurgia. Um amigo foi ao fórum protocolar. Dois dias depois, saiu a decisão. No dia seguinte, a equipe cirúrgica estava montada. No dia seguinte, eu estava na mesa de operação.
A cirurgia que eu esperei 17 dias para fazer durou um turno para ser organizada depois da decisão judicial.
Dois anos depois. Minha mãe foi tratada pelo SUS. E não voltou.
Em 2016, meu pai perdeu o emprego no Estaleiro Brasfels . A crise do petróleo fechou o setor. Com o emprego, foi o plano de saúde da família, o mesmo plano que tinha me feito esperar 17 dias, mas que ao menos existia.
Minha mãe, a Shirley, ficou sem plano. Meu pai também. Os dois.
Em 2017, minha mãe começou a tossir muito. Eu insisti até ela aceitar ir ao médico. Raio-X. Líquido na pleura. Internação no Hospital Antônio Pedro, hospital da UFF aqui em Niterói, pelo SUS.
Sem plano, sem quarto individual, sem acompanhante fixo. Uma hora de visita por dia, das 14h às 15h. A família ficava na porta do hospital sabendo pouco, esperando muito. O diagnóstico demorou quase três meses para sair.
Quando saiu, já era tarde.
Câncer de pulmão. Metástase. Os médicos disseram que não havia mais tratamento. Só cuidados paliativos.
Em julho de 2017, minha mãe veio pra casa. Ainda andando. Ainda ela. Mas o câncer avançava rápido.
Eu estava em São Paulo num curso quando o telefone tocou. Era o meu pai. Troquei a passagem na rodoviária e peguei o primeiro ônibus de volta.
Cheguei de madrugada.
Na manhã seguinte, eu enterrei minha mãe.
Ela tinha 54 anos. Tinha feito Direito depois dos 40. Tinha visto eu passar na OAB. Tinha dormido 17 noites num sofá de hospital cuidando de mim.
E morreu esperando uma cirurgia que o sistema público nunca conseguiu realizar a tempo.
O caminho de volta foi longo. E valeu cada passo.
Depois que minha mãe faleceu, eu não voltei pra advocacia. Não tinha condição financeira, não tinha direção clara. Fui rodar Uber para ajudar nas contas de casa. E entre uma corrida e outra, comecei a me perguntar: o que eu quero fazer com a minha vida?
A resposta que surgiu foi: empreender. E esse caminho me levou por lugares que eu não esperava.
Abri uma produtora de audiovisual. Depois uma agência de marketing digital. Fui co-produtor de especialistas em lançamentos. Entrei como sócio numa estética automotiva. Em cada negócio, aprendi uma coisa diferente sobre captação de clientes, sobre construção de marca, sobre o que faz uma pessoa escolher confiar em alguém.
Em 2024, o nicho de marketing jurídico começou a fazer sentido como especialidade de agência. E aí veio a pergunta que mudou tudo: se eu vou ajudar advogados a captar clientes, por que não montar o meu próprio escritório?
Revisitei minha história. O acidente. Os 17 dias. Minha mãe. Meu pai, que foi diagnosticado com Parkinson em 2018, mora comigo hoje, e tem medicamentos de R$500 por mês que eu pago, sem plano de saúde. Minha própria família vive, até hoje, o problema que eu quero resolver para os meus clientes.
O Direito da Saúde, que praticamente não existia como especialidade quando eu me formei em 2013, tinha se consolidado como um dos ramos mais relevantes do Direito brasileiro. A demanda era enorme. A oferta de profissionais especializados que também soubessem comunicar era pequena.
Em 2025, eu decidi. Voltei pro Direito. Com 10 anos de marketing acumulado, com a história que eu tenho e com a clareza de que o que me move não é uma área jurídica.
É uma causa.
Por que este portal existe. A resposta honesta.
Quando o plano negou minha cirurgia, eu sabia que tinha direito. Sabia porque era advogado. Redigia petições. Sabia onde protocolar, sabia o que pedir, sabia que a urgência estava clara nos laudos.
A maioria das pessoas que enfrenta uma negativa não tem nenhuma dessas ferramentas.
Não é culpa delas.
O sistema foi construído assim: opaco, técnico, intimidador.
O plano usa linguagem de contrato que poucos entendem. O SUS não explica o que você pode exigir. A CONITEC publica protocolos que ninguém lê. A ANS tem regulamentações que existem para proteger o paciente, mas o paciente não sabe que elas existem.
Eu sei exatamente o que acontece quando a informação chega tarde. Minha mãe não teve a informação a tempo. Não porque ela fosse menos capaz de entender. Porque ninguém parou para explicar.
Este portal é a minha tentativa de mudar isso.
Cada artigo que você lê aqui é escrito para uma pessoa específica: alguém que está com uma negativa na mão, ou com um filho com TEA que o plano quer limitar, ou com um pai doente que depende do SUS, ou com um aumento de plano que parece absurdo mas que ela não sabe se pode contestar.
Não é um portal de conteúdo jurídico genérico. Sou um advogado que viveu o problema por dentro e escolheu fazer do conhecimento jurídico uma ferramenta pública, acessível, gratuita.
Formação e atuação

Formado em Direito com aprovação na OAB ainda no nono período, em 2013, pela Unilasalle Niterói. Inscrição na OAB/RJ desde abril de 2014, número 186.394. Pós-graduado em Direito Constitucional pela Universidade Cândido Mendes. Concluindo pós-graduação em Direito da Saúde pela Escola de Direito da Saúde.
Atuo com foco em Direito da Saúde: planos de saúde privados (negativas de cobertura, reajuste abusivo, cancelamento de plano), SUS, TEA e autismo, doenças raras, medicamentos de alto custo e cirurgias de alta complexidade.
Antes do Direito da Saúde, construí 8 anos de experiência prática em marketing digital: produção audiovisual, tráfego pago, gestão de marcas e construção de audiência.
Essa trajetória paralela é o que diferencia o modo como este portal é construído: cada artigo é escrito para ser encontrado por quem precisa, no momento em que precisa.
Perguntas sobre mim e sobre o meu trabalho
Você realmente viveu tudo isso que está escrito aqui?
Sim. O acidente de março de 2015, os 17 dias no hospital, a petição redigida do leito, a cirurgia que foi autorizada em dois dias depois da ação judicial. A trajetória da minha mãe pelo SUS, o diagnóstico que demorou quase três meses, a morte em julho de 2017. Meu pai morando comigo hoje, com Parkinson, sem plano de saúde. Nada aqui é narrativa de marketing. É o que aconteceu.
Quem pode entrar em contato com você?
Qualquer pessoa que esteja enfrentando um problema de saúde e precise de orientação jurídica. Se você tem uma negativa de cobertura, uma cirurgia sendo adiada, um medicamento de alto custo negado pelo plano ou pelo SUS, um reajuste que parece abusivo ou qualquer situação que envolva seus direitos em saúde, me manda os documentos pelo WhatsApp. Analiso a sua situação e te mostro se existe um caminho jurídico.
Você tem casos ativos ou só produz conteúdo?
Atendo casos de Direito da Saúde de forma ativa em todo Brasil. O conteúdo deste portal e o atendimento jurídico são duas frentes do mesmo trabalho: quanto mais pessoas entendem seus direitos, mais rápido elas buscam ajuda quando precisam. O portal alimenta o atendimento, e o atendimento alimenta o portal.
Por que você voltou para o Direito depois de tanto tempo no marketing?
Porque a pergunta certa veio tarde demais: se eu ajudo advogados a captar clientes, por que não montar meu próprio escritório no nicho que tem a história mais pessoal da minha vida? O marketing que aprendi em 8 anos é o que diferencia a forma como este portal é construído. Não escolhi o Direito da Saúde por oportunidade de mercado. Escolhi porque minha família foi o problema que eu quero resolver.
Como posso acompanhar o seu trabalho?
A forma principal é a newsletter "O Diagnóstico", que sai toda semana com uma análise direta sobre um tema de Direito da Saúde. Você também me encontra no Instagram, TikTok e Youtube e em outras redes sociais, onde publico conteúdo sobre Direito da Saúde diariamente. Se quiser entrar em contato diretamente, o WhatsApp é o canal mais rápido.
Me manda os documentos. Vamos trabalhar.
Se você chegou até aqui com uma negativa, um tratamento atrasado ou qualquer situação que o sistema de saúde esteja tornando difícil, me conta. Analiso a sua situação e te digo o que é possível fazer.
Falar pelo WhatsAppAviso: As informações publicadas neste portal têm caráter exclusivamente educativo e informativo. Não constituem aconselhamento jurídico e não criam relação de advogado e cliente entre o leitor e o escritório. Cada situação é única e pode exigir análise individualizada considerando os documentos, o contrato e as circunstâncias específicas do caso.
Em conformidade com o Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB: este portal tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. O conteúdo aqui publicado não configura publicidade jurídica de captação de clientela. Responsável: Elcio Carvalho, OAB/RJ 186.394.
Autor
17 dias internado esperando o plano autorizar uma cirurgia. Foi assim que virei especialista em Direito à Saúde. Sei o que é uma negativa. Estou aqui para orientar quem passa pelo mesmo. Advogado especialista em Direito à Saúde, OAB/RJ 186.394.
O que você não sabe sobre saúde pode estar te custando caro.
Análise clara sobre seus direitos em saúde. Em linguagem humana, para você saber exatamente o que fazer quando precisar.